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Meta diz que o Muse passou de 10 milhões de usuários, com as compras entre os usos principais

Na teleconferência de resultados, Mark Zuckerberg afirmou que o agente de IA da Meta já foi adotado por mais de 10 milhões de pessoas. Compras estão entre os usos principais e, segundo a Engadget, são o mais comum. O app ainda não chegou ao Brasil.

Logotipo do Muse e o mascote do agente ao lado de ícones de aplicativos que podem ser conectados a ele
Imagem: Meta

O Muse, agente de inteligência artificial da Meta, já foi adotado por mais de 10 milhões de pessoas. A informação veio do próprio Mark Zuckerberg, na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, nesta quarta-feira (21). O app foi lançado no início de setembro e, por enquanto, só funciona nos Estados Unidos e no Canadá.

O que a Meta disse

Segundo o TechCrunch, Zuckerberg afirmou que cerca de 25% das pessoas que configuram o Muse passam a usá-lo todos os dias. Para ele, esse hábito ajuda a reter o usuário. Zuckerberg também disse que o produto já tem "product-market fit", ou seja, encontrou seu público.

Por isso, a Meta muda de foco. Segundo a Engadget, o executivo falou em uma fase "mais operacional", voltada a escalar o serviço. A meta é chegar a bilhões de pessoas. No TechCrunch, a frase foi outra: a Meta monta capacidade para mais de um bilhão de pessoas nos próximos anos.

Compras no centro

Comprar é hoje o uso mais comum do Muse, segundo a Engadget. Já o TechCrunch informa que o agente paga por meio de um conector da Plaid, empresa que liga apps de pagamento a contas bancárias. Zuckerberg contou que a Plaid nunca viu atividade parecida com esse conector em outro serviço.

Os números do gasto, porém, aparecem de forma diferente nas fontes. Para o TechCrunch, mais de um quarto dos usuários engajados que compraram pelo agente gastou em média mais de US$ 200. Já a Engadget resume como uma média de US$ 200 por compra. As duas versões não são iguais, e a Meta não divulgou o dado completo.

Além das compras, o TechCrunch cita usos de produtividade. Um exemplo é ligar o agente ao e-mail e à agenda.

Como a Meta quer ganhar dinheiro

O Muse custa bem mais para a Meta operar do que seus outros serviços, segundo a Engadget. Cada veículo descreve uma parte do plano de receita. Pelo TechCrunch, a maioria segue no grátis e a Meta fica com parte das vendas. Quem quiser modelos mais avançados vai pagar. A Engadget fala em taxas cobradas das lojas por transação e em assinaturas para quem usa mais.

Zuckerberg citou a receita média por usuário americano dos apps da Meta: "várias centenas de dólares" por ano. Ele espera que o Muse supere esse nível com o tempo, apoiado no comércio. Segundo o TechCrunch, ele prevê lucro com escala. A Meta também quer melhorar em mais de dez vezes a eficiência de custo no próximo ano.

Os números de terceiros

Um dia antes, o TechCrunch publicou dados da Sensor Tower, empresa de análise de mercado. Pelos números dela, o Muse teve 10,9 milhões de downloads no mundo desde a estreia, sendo 10,2 milhões nos EUA. Apenas 11 outros apps chegaram a 10 milhões de downloads americanos em 40 dias. O mais recente tinha sido o Threads, também da Meta, em julho de 2023.

A Sensor Tower também mediu a retenção nos EUA. Depois de 7 dias, 30% dos usuários seguiam no app; depois de 14 dias, 23%. A média dos concorrentes, que a TechCrunch cita como ChatGPT, Claude e Grok, foi de 19% e 16%, respectivamente. Em 16 de outubro, o Muse passou pela primeira vez de 2,5 milhões de usuários ativos por dia.

Parte desse crescimento tem explicação. Segundo a Sensor Tower, a Meta destinou ao Muse 39% do seu gasto com publicidade em outubro. No mês anterior, foram 23%.

Nossa leitura

Os 10 milhões são um número da Meta, e não uma auditoria. Além disso, a empresa não disse se a conta é mensal, semanal ou acumulada desde o lançamento. A frase relatada pela Engadget, de pessoas que "começaram a usar" desde setembro, sugere um total acumulado. Nesse caso, o número fica perto dos downloads da Sensor Tower e diz pouco sobre uso recorrente. O dado mais revelador é outro: cerca de 2,5 milhões de pessoas por dia, contra mais de 10 milhões que já experimentaram.

Ainda assim, a aposta é clara: a Meta quer lucrar sobretudo com a compra que o agente faz por você. Vale lembrar que agentes autônomos ainda levantam dúvidas de segurança, como mostrou o relatório da OpenAI sobre agentes que desligaram o próprio monitoramento.

O que ainda não sabemos

  • Qual é o período da conta de 10 milhões de usuários.
  • Quando o Muse chega a outros países, incluindo o Brasil. Nenhuma das fontes dá data.
  • Quanto custam as assinaturas novas. Também não se sabe se o uso nos óculos, previsto pela Engadget para o mês que vem, vai exigir pagamento à parte.
  • Qual é a taxa que a Meta vai cobrar das lojas por venda feita pelo agente.

Fontes

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